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Re-volta
Inquietação: cansados de permanecerem calados, os gritos dão ar de revolta e voltam a assumir os riscos. Por Um Triz. Sempre.
Escrito por Beatriz Galvão às 01h07
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(INDI)GESTÃO TUCANA
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| Alckmin veta R$ 470 milhões a mais para a educação |
| Medida desagradou parlamentares e comunidade universitária. O deputado José Caldini Crespo (PFL) considerou a decisão "lamentável", dizendo que "Alckmin prefere passar por gerente a ser um estadista". Líder do PT, Renato Simões, também criticou decisão, qualificando o veto como "escandaloso". |
| Rafael Sampaio - Carta Maior 05/08/2005 |
São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou o aumento de R$ 470 milhões para a educação do estado de São Paulo. A “canetada” de Alckmin anula as modificações propostas na votação feita na Assembléia Legislativa em 07 de julho sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2006, principalmente para o ensino superior e técnico. Antes do veto, as universidades estaduais receberiam um acréscimo de R$ 170 milhões em seu orçamento (de 9,57% do ICMS arrecadado anualmente para 10%). Já o Centro Paula Souza, que inclui as Fatecs (Faculdades de Tecnologia), receberia 1% do ICMS – quase R$ 160 milhões.
O veto sobre a LDO foi publicado quinta-feira (04) no Diário Oficial. A medida causou reações negativas na comunidade universitária, nos parlamentares de oposição e nos “independentes” (em grande parte vinculados ao PFL e PMDB). O deputado do PFL José Caldini Crespo considera “lamentável” o veto do governador tucano. “Alckmin prefere passar por gerente a ser um estadista”, afirma. Crespo é presidente da Comissão de Finanças da Assembléia. Segundo ele, um estudo dos técnicos da Casa comprova que o orçamento do Estado não ficaria comprometido com a aprovação das medidas vetadas.
Os estados são obrigados pela Constituição Federal a aplicarem, no mínimo, 25% da receita de seus impostos na educação. Por outro lado, o Estado de São Paulo está obrigado a investir, de acordo com o artigo 255 de sua própria Constituição, pelo menos 30% dos recursos de impostos e transferências constitucionais para manutenção do ensino público. Atualmente a educação recebe 30% dos recursos de impostos, o mais baixo valor estipulado pela Constituição Estadual. Caso a LDO fosse aprovada, esse valor passaria a 31%.
Para o deputado Crespo, os valores aprovados na LDO e vetados por Alckmin são tímidos com relação ao que a comunidade universitária pede. “O Fórum das Seis [que agrega sindicatos de funcionários e professores das universidades estaduais], por exemplo, cobra um repasse de 11% do ICMS para o ensino superior. As Fatecs precisam de 2,2% de verba do ICMS para atualizar equipamentos e pagar os salários defasados”, diz. Ainda segundo Crespo, o governo mente ao anunciar em propagandas que investe 33% do orçamento do estado em educação. “Se investe, por que não aprova a LDO? Porque dessa forma estaria apenas cumprindo a lei. A publicidade do governador tucano serve para anunciar que ele está fazendo mais do que a lei manda. Ou então não está investindo”.
Além de prejudicar materialmente as instituições de ensino, o veto atrapalha o planejamento financeiro das universidades públicas porque não define dotação orçamentária. A Assembléia tem um mês para derrubar o veto; caso contrário, o governo volta a se pronunciar sobre o assunto em dezembro, na véspera do início do ano em que a LDO passa a vigorar com o nome de Lei do Orçamento. Para a Adusp (Associação de Docentes da USP) o veto da LDO resultará no achatamento salarial dos servidores da universidade e na falta de recursos para a expansão dos cursos, além de problemas de infra-estrutura, manutenção de laboratórios e bibliotecas. “O número de alunos e atividades acadêmicas cresce a cada ano, mas não o corpo docente”, lamenta o vice-presidente da Adusp, João Zanetic. O problema não é novo. Zanetic cita a greve em 2002 como um caso em que estudantes pressionaram a reitoria para contratar mais docentes. “Desta vez até o Cruesp (órgão que reúne os reitores das três estaduais) está do nosso lado”, diz ele, que é professor de Física.
A preocupação se estende para o campus da USP Zona Leste, que até agora não tem biblioteca e não tem laboratórios de pesquisa. Para Zanetic, a reitoria cede às pressões do Executivo, que para ampliar a USP prejudica os estudantes e professores. “Os docentes da unidade Zona Leste não foram contratados com concurso público, mas sim com processo seletivo”, diz ele. Os gastos de manutenção dos prédios, salário dos professores, assistência estudantil e pesquisa são pagos pela universidade e o governo tucano arca apenas com a construção dos prédios.
De acordo com os deputados estaduais ligados à oposição ao governo, Alckmin também expande as unidades das Fatecs de acordo com interesses eleitorais. Uma das propostas da LDO vetadas vinculava a expansão de vagas no ensino superior e técnico ao repasse de verbas feito pelo governo. “Se o Executivo define a porcentagem dos recursos destinados às universidades, fere a autonomia universitária”, diz o líder do PT na Casa, Renato Simões. “O veto é escandaloso. É a primeira vez que acontece desde o governo Quércia, em 1989”.
Simões afirma que há três anos nenhum veto do governador é derrubado na Assembléia. “Vamos construir um grande movimento para que os valores adotados no projeto da LDO sejam restabelecidos”, diz. A primeira reunião entre os parlamentares e os setores sociais interessados na derrubada do veto acontece no dia 10. Simões considera que se os deputados mantiverem a fidelidade à votação de julho é possível mudar o veto. Já Crespo é cético. “Não há maioria para a base governista ou para a oposição. São necessários 48 votos. A Casa tem 18 deputados “independentes” e 25 de oposição”, diz ele, que atribui ao governo a tentativa de tornar a LDO uma “diretriz genérica e fácil de manipular”.
O governo argumenta que seus recursos estão excessivamente vinculados à educação, e que para aumentar o repasse deveria diminuir o de outras áreas igualmente necessitadas. “Ironicamente”, diz Simões, “quem primeiro calculou a verba de 11% para as universidades estaduais foi o ex-ministro da Educação, Paulo Renato, quando foi reitor da Unicamp”.
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Escrito por Beatriz Galvão às 23h11
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Menu incompleto
"Espio sem um ai as evoluções do teu confronto à minha sombra desde a escolha debruçada no menu; um peixe grelhado um namorado uma água sem gás" -Ana Cristina César.
Esmagaram as palavras nas entrelinhas e, agora, escolho, sem gosto, o gosto do que devo gostar. O cardápio, ainda meio rebuscado, busca alívio na falta de comentários dos pedintes-suplicantes. Não sei mais de que me fartar: talvez da sua indecisão que não rasga, não fere, não marca, nonada; talvez da loucura que já não embriaga tanto quanto aquele vinho barato que bebemos ontem; talvez da TV que me salva de um sábado-sem; talvez da cama que me lembra o excesso de solidão ocupando o lençol tão limpo e revirado; talvez...
"Agora é a sua vez. Do you believe in love...? Então tá. Não insisto mais."-Ana Cristina César
talvez... o que me fira mais seja a falta de escolha.
Escrito por Beatriz Galvão às 17h04
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A4 -3/3
Não sou puta, traficante ou travesti,
Sou poeta.
Não sou fashion, não sou fake, não sou week,
Sou poeta.
Tenho hobby, estou sem job e sem dólares,
(nem cueca).
–E a virtude de ser poeta são as vicissitudes de minha cidade colorida de cinzas, montada de cabeça para baixo. Não falo baixo. –
“A um poeta pio convém se casto” –Será?
Outro poeta disse que o polegar é opositor.
Isso é que me importa
(importam cd´s, dvd´s, games, computers, money, everything.
We have nothing!
“Abaixo a pirataria!” “Abaixo a corrupção!” Quando? Me corromperam faz tempo
quando nasci
ninguém perguntou o que eu queria ser
ninguém perguntou que nome queria ter
ninguém é de ninguém não senhor. E nem nasci ainda.
Resisto aqui, nesse útero de ninguém.
Quem quer pão?)
A um poeta pio convém ser casto, mas o polegar é opositor,
Manchei meu dedo de sangue.
Não sou fake nem fashion week.
Talvez uma puta das palavras baixas que berra
Berra e berra
Beirando a loucura e traficando gritos.
Sou descaminho.
(Garçom, por favor um salmão!)
Referências: "A um poeta pio convém ser casto" -poema de Catulo, juro que não me lembro qual, mas a tradução é de João Ângelo de Oliva Neto.
"O polegar é opositor" - o poeta aqui que me inspira, muito além das palavras, com atitude, é o mesmo que criou esse site: www.inteligencialtda.com.br
CONTINUA EMBAIXO...
Escrito por Beatriz Galvão às 17h11
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A4 -2/3
De São Paulo, 16/07/05
Vozes interromperam o silêncio, desde as 10h da manhã (de pleno sábado) e pretendem se calar jamais. Escritores, poetas, professores, críticos, estudantes e curiosos puderam participar de produtivos debates acerca da rebeldia e seus discursos; a narrativa contemporânea; a poesia contemporânea e suas paisagens; e a poesia contemporânea e a sociedade.
No berro da revolta,
o nascimento
em novembro, primavera, flor que brota.
No pé,
a bota
da adolescência que chuta a rebeldia torta.
Nos livros,
a paixão
que antecede a obrigação da faculdade morta.
E quasi aprendi, quasi escolhi, quasi gostei
de viver.
Quasi sangrei, quasi neguei, quasi vivi
de escrever.
CONTINUA EMBAIXO...
Escrito por Beatriz Galvão às 17h10
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A4 -1/3 (começo e fim)
Após um fim de semana extremamente produtivo, percebi triste, porém firme, que minha vida tem sido uma soma de projetos inacabados. Explico:
Da primeira mesa, acerca da rebeldia e seus discursos compreendi que embora nem todos os setores marginalizados da sociedade convertam seus discursos em rebeldia, os que o fazem não negam, simplesmente, um conjunto de valores impostos pelo “status quo” mas – e principalmente – reafirmam seu próprio sistema de valores, negando, assim, o estabelecido pelo discurso “careta” (como foi chamado).
Entrou-se em discussão os valores e ensinamentos “pregados” pela Academia, já que grande parte dos que estavam presentes eram alunos ou professores da USP, e concluiu-se o óbvio: a faculdade aniquila potenciais escritores, enquadra críticos e conforma possíveis manifestações literárias. Salvam-se os rebeldes.
Da segunda mesa, acerca da narrativa contemporânea, alguns elementos tais como a hibridez dessa nova narrativa, a falta ou parca marcação de espaço nacional ou regional e a fluidez ou ausência de marcação de tempo narrativo –entre outros fatores –foram salientados. O que mais me chamou a atenção, porém, foi o fato de professores meus terem em campo pesquisas tão interessantes a respeito da literatura contemporânea e as mesmas NÃO SEREM DIVULGADAS pelos corredores claustrofobizantes uspianos!
Da terceira mesa, poesia contemporânea e suas paisagens, muito se falou acerca da fragmentação do espaço urbano em oposição à paisagem bucólica que tanto aparecia na literatura romântica. Essa fragmentação encontra-se representada na própria fragmentação do indivíduo, quando este aparece na poesia.
Falou-se, também, da talvez excessiva descrição do espaço urbano sem localizar, no poema, a voz do indivíduo que vê/vive esse espaço. Penso que esse apego pela mera descrição um pouco (ou muito) se parece com o famoso quadro branco com um pingo de vermelho no canto: todos ou quase todos os artistas passam por essa fase, como forma de contestação sobre o que é arte e o que não é (pergunta que continua sem resposta –ainda bem –mas que vale a pena mantermo-nos perguntando individualmente em nossos projetos artísticos).
Da quarta mesa, um tema um tanto “batido” nos infinitos anos de USP: literatura e sociedade. Interessantes os pontos de vista de cada um da mesa: a especialista em literatura comparada, afirmou a impossibilidade (ou “falta de instrumentos”) para analisarmos o novo léxico que surge na poesia contemporânea. Os outros integrantes da mesa, todos poetas, sugeriram, cada um ao seu modo, uma forma de analisar o tema. Frederico Barbosa sugeriu que analisássemos não a poesia contemporânea e a sociedade, mas a sociologia de cada autor (pós-graduado pela USP, dá para entender o porquê de seu “trauma” com relação e este tema).
Respondendo ao questionamento de uma aluna de letras sobre “qual seria o “papel” da literatura nos dias de hoje, Cláudio Daniel define, sem hesitar, gloriosamente: “A4”.
E Ademir Assunção, com suas palavras de espinho, fecha o evento com a seguinte provocação: “A merda (que eu escrevo) é minha. Cague a sua!”.
Caguemos a nossa.
*Do projeto inacabado: escrevia desde os 11 anos de idade; entrei na USP (5o. ano, sim senhor); me enquadrei, me conformei; fui à FLAP e, durante a leitura da poesia de Cláudio Daniel, principalmente, percebi o abandono de meu projeto literário (cuja linguagem se parecia em muito com a dele no que se refere à ousadia e ao léxico empregado). Fui dormir morna.
Dia seguinte, ao assistir à peça de meu amigo Albano Martins (vide divulgação aqui, dia 30/06/05), entre gargalhadas e lágrima presa na garganta (causadas pela peça), percebi, quente, que a vida recomeça quando se ousa partir dos monólogos aos diálogos, afinal “no fim, dá tudo no mesmo. O que não dá no mesmo é o quasi...”.
Fim de fim de semana.
Fim de linha. Fim do fim. Começo.
Escrito por Beatriz Galvão às 16h19
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In-Veja
E a revista Veja, com tiragem de mais de um milhão de exemplares, começou a se preocupar com o Movimento Literatura Urgente (link ao lado)! Se, por um lado, incomodamos boa parte da elite capitalista, por outro ganhamos força com tal "divulgação". Por pior que tenha sido tal "marketing", acredito que devemos, intelectuais e artistas que somos, incentivar o debate público para que toda a população tome conhecimento de nossa causa.
Como era de se esperar, certas "entrevistas" foram bem manipuladas por "repórter"(?) cujo único intuito era o de confirmar um ponto de vista capitalista e neo-liberal: o de Estado-menos (claro) e, conseqüentemente: cultura menos, educação menos, expressão menos... Ademir Assunção e Ricardo Aleixo falam sobre o ocorrido em seus blogs. É inveja ou não é?
Escrito por Beatriz Galvão às 20h59
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Por tantos
Quero um sentimento
que caiba exato
no sem tempo.
Sem milhas,
cem flores,
todos os dedos...
Quero uma caixa sem tampa,
fogo sem vela.
Água e sal curando o ventre,
língua no mamilo enrijecido.
Quero a voz cálida
- profunda e profana -
amolecendo meus quadris frenéticos pela ausência.
Quero a ausência de tudo
bem curada
pela presença dos teu poros
(e o "porém"
que me aperta a saudade
é ressemantizado em "portanto"
que não conclui.
Inicia)
Escrito por Beatriz Galvão às 22h49
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FLAP!

Finalmente saiu!
Então, sabe a FLIP, Feira Literária Internacional de Paraty? O evento é caro, para classe média alta (R$ 17,00 por palestra) e apesar de contar com algumas pessoas ótimas (tipo Roberto Schwarz e Paulo Henriques Britto) é bem sensacionalista, traz uns palestrantes nada-a-ver, tipo Arnaldo Jabor e Jô Soares.
Então em uma contra-proposta a isso tem a FLAP!!!!!
Traz muita gente boa, poeta, prosador, crítico, professor, editor, só coisa fina, Glauco Mattoso, Chacal, Antonio Vicente, Mirisola, Bruno Zeni, Andréa Hossne, Priscila Figueiredo, Dirceu Villa, Maria Claudia Galera, Cláudio Daniel, Frederico Barbosa, Heitor Ferraz, Tarso de Melo, Ademir Assunção, Mamede Jarouche, Paulo Ferraz e outros.
Ajuda a divulgar!
FLAP!
Organização:
- Academia de Letras (Faculdade de Direito – USP) - Revista Metamorfose (FFLCH - USP)
APOIO
Press Release
30/06/2005 - 09h39 São Paulo terá festa literária alternativa EDUARDO SIMÕES da Folha de S. Paulo
Com um ditado na mão e bom humor na cabeça, um grupo de alunos da USP resolveu criar uma alternativa à Festa Literária Internacional de Parati. Quem não tem Flip resolve com... Flap, pensaram. O resultado pode ser conferido no dia 16 de julho, no Espaço Satyros, quando professores, escritores e críticos estarão reunidos em torno de quatro mesas-redondas, com "mais ou menos" quatro participantes cada uma. O mote: ser um contraponto à Flip, aberto ao público e mais barato. Na verdade, de graça.
"Nosso encontro está para a Flip como o Fórum Social de Porto Alegre está para o Fórum Econômico de Davos", brinca o poeta Glauco Mattoso, que participa da mesa de abertura da Flap ao lado do colega e contemporâneo Chacal, com quem falará sobre literatura marginal e censura.
A Flap foi criada por alunos da Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP e pela revista "Metamorfose", queixosos não só dos custos da Flip para estudantes, da acomodação aos ingressos para os debates, a R$ 17, mas também da programação.
"A Flip é cara e a qualidade está mais baixa", diz Ana Rüsche, uma das organizadoras, que reclama do foco da festa de Parati em escritores best-sellers, como Michael Ondaatje, autor de "O Paciente Inglês".
Segundo Rüsche, as mesas têm como objetivos fazer uma ponte da academia com a comunidade, promover polêmicas e avaliar o papel da poesia e da prosa contemporâneas. Mamede Mustafá Jarouche, tradutor de "As Mil e Uma Noites", irá fechar o dia fazendo um balanço do evento.
O encontro também tem uma programação paralela: às 18h haverá o lançamento do número 19 da revista "Phoenix", num bar ao lado do Satyros, e à meia-noite acontece, no Satyros, a apresentação da peça "A Filosofia na Alcova", com ingressos a R$ 25.
Em tempo: salvo o trocadilho com o nome da festa de Parati, as quatro letrinhas de Flap ainda não têm significado. No dia do evento haverá um concurso para determinar o que quer dizer a sigla.
FLAP! Quando: dia 16 de julho, a partir das 10h Onde: Espaço Satyros (pça. Roosevelt, 214, São Paulo, tel. 0/xx/11/3258-6345) Quanto: entrada franca (inscrições pelo site da Flap)
Escrito por Beatriz Galvão às 14h07
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Estréia NO FIM DÁ TUDO NO MESMO. O QUE NÃO DÁ NO MESMO É O QUASI...
QUASI, aborda o relacionamento de Mário de Andrade com Anita Malfatti a partir das cartas que a pintora recebeu do escritor.
A Cia Incomodada de Teatro trás em evidência em sua nova montagem o relacionamento entre estes dois modernistas. Amor platônico ou real? Esta conclusão vai depender do ponto de vista do espectador. Só se pode dar aquilo que se tem. Só pode existir amor se existir o perdão. E mais, o perdão se torna desnecessário se existir a compreensão.
 Os atores Vanessa Portugal e Chico Neto, em "QUASI", de Albano Martins Ribeiro.
Quasi é o primeiro texto teatral de Albano Martins Ribeiro que, até hoje, havia trabalhado apenas no conto e na crônica, com raras incursões pela poesia e uma pelo vídeo, quando ganhou o Prêmio Estímulo da Secretaria de Estado da Cultura, pela adaptação do poema Grandes são os Desertos, de Fernando Pessoa. A peça, baseada na correspondência de Mário para Anita, é dirigida por Nany di Lima, fundadora da Companhia Incomodada. "Pensamos como espectadores: o que poderia ter acontecido entre esses dois? Um homem e uma mulher. Uma amizade alicerçada pelos estímulos do modernismo que, em muitos outros pares, foi linha - ou entrelinha - de uma relação baseada em paixões. Mas entre Mário e Anita, quase ao contrário, existe apenas o silêncio das intenções", diz Nany.
No elenco, Chico Neto, ator e poeta, e Vanessa Portugal, atriz e bailarina, fazem, respectivamente, Mário e Anita: um Mário curioso, dissimulado, revolucionário e cômico; uma Anita, mulher-menina, "protomártir do movimento modernista", com a dualidade de comportamento que se percebe em sua obra. De forma poética, entre letras e tintas, entre olhares e escusas, entre toque e distância, entre o som e o silêncio, a amizade entre Mário e Anita foi muito importante para ambos, profissional e pessoalmente.
A montagem se divide nas partes que representam o todo. Passa-se pela exposição de 1917, pela correspondência, pelos encontros e desencontros, pela pintura, pela escrita, pelas expectativas, pelas frustrações. E, por fim, estes personagens finalmente se encontram, mas num outro plano.
E se agora? E se não fosse mais preciso mentir, dissimular? O que eles diriam um ao outro?
Press Release publicado na Folha Iustrada, dia 23 de junho de 2005 Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2306200521.htm
"Quasi" conjuga relações entre Anita Malfatti e Mário de Andrade DA REPORTAGEM LOCAL
Anita Catarina Malfatti e Mário Raul de Moraes Andrade quase chegaram lá. Expoentes do Movimento Modernista da São Paulo, dos anos 1920, a pintora e o escritor viveram uma grande amizade; mas, se dependesse dela, cruzariam a linha da paixão. O "silêncio das intenções", como diz a diretora Nany de Lima, perpassa a relação de Malfatti (1889-1964) e Andrade (1893-1945), mote do espetáculo "Quasi", em cartaz a partir de amanhã no Centro Cultural São Paulo. A primeira peça assinada pelo escritor Albano Martins Ribeiro é inspirada na correspondência de Malfatti e Andrade, de 1921 a 1939, reunida no livro "Cartas a Anita Malfatti" (1989), organizado por Marta Rosseti Batista. "E se eles se encontrassem em outro tempo e espaço, o que diriam um para o outro? Lavariam roupa suja? Foi o que nos perguntamos", afirma a atriz Vanessa Portugal, 22, que interpreta Malfatti. O papel de Andrade é vivido por Chico Neto. Além das cartas, a dramaturgia de Ribeiro se permite intervenções ficcionais, permeando a história de cenas cômicas e propriamente dramáticas. Parte de 1917, quando os artistas se conheceram, e avança pela correspondência, encontros e desencontros. A cenografia, por André Cortez, dispõe os personagens em dois nichos: o das cartas (folhas, envelopes) e o da pintura (telas). Invariavelmente, Malfatti e Andrade invadem um o espaço do outro, e vice-versa. (VS)
Quasi Quando: estréia hoje, às 21h; sex. e sáb., às 21h ; dom., às 20h. Até 7/8 Onde: Centro Cultural São Paulo - sala Paulo Emílio Salles Gomes (r. Vergueiro, 1.000, Paraíso, tel. 0/xx/11/3277-3611)
Quanto: R$ 10 (R$ 1,50 no dia 15/7). Blog do autor (querido amigo meu): http://brancoleone.blogspot.com/ |
Escrito por Beatriz Galvão às 15h14
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