Tanto assim

Modigliani. Nu sentado.
Deve fazer sentido guardar as coisas assim, debaixo de uma gaveta, atrás dos porões da alma. E quando tudo perde sentido, olhamos de baixo acima, de viés o revés das coisas e dos sentimentos, dando espaço à interrogação contínua, escondida atrás de pontos perplexos e sem rumo.
e como alcançá-los sem se deixar cair?
e como abraçá-los sem se deixar levar?
(numa constante descida aos infernos das ruas, da cidade, das des-humanidades, alcancei a graça de ser eu mesma. Nunca chorei tanto em toda a minha vida, eis o que posso te dar: a imensidão de minha pequenez, contida nesse pote de vidro. Abra devagar. Cuidado: gosto de salivas cristalizadas)
Mas você me devolveu o Gozo e o leite que se derrama por debaixo de sua cama não se faz à toa... Obrigada por me incluir em seu Uni-verso à toa, e perceber que, à toa, criou-se um poema de nós dois, que é meu, mas te dou de presente.
Todos os presentes que pudermos viver
Escrito por Beatriz Andrade às 13h10
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