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Correrias...
...cafés interrompidos, teclado a mil! Está super difícil de manter todos os blogs atualizados, e olhe que estamos de férias!
Bom, quem quiser saber mais, aqui vai:
Escrito por Beatriz Galvão às 19h32
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Desculpe a lápide malfeita
O texto a seguir possui diversos fragmentos de músicas incidentais, das quais a principal é "Forever", da banda Stratovarius, e foi feito em homenagem a meu mais-que-ex-namorado Eduardo Albuquerque de Barros (25/06/74 -11/09/04). Por favor, sem piedades. Quanto a ele? Definitivamente está em sua Harley com um outro cabeludo lá no Paraíso... bebendo vinho (sem álcool)!
Escrito por Beatriz Galvão às 01h21
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Sem querer: outono

Prendi um suspiro no peito
E o outro
Presenteei ao vento
Que o Tempo leva embora
Lavando a alma de esperanças
E dividindo o que são lembranças e o que são saudades.
Recortei um pedaço do meu corpo
E enxuguei teus olhos dentro dele.
Em outro, beijei teu sorriso.
Em todos, exalei o teu cheiro.
(Não. Não era cheiro de coisa guardada nem dividida.
Também não era triste como o verde dos teus olhos
Mas, isoladas, não sabiam amar como a brancura da tua pele:
Fragmentos de vidas que – juro! – não fui eu que recortei.)
--Era cheiro de coisa perdida. Incrustada para se fazer memória.
Era lixo. Era glória. Eram muffins de chocolate.
Eram dias de manhã e Eric Clapton na guitarra.
Eu frio, você calor; já nem lembro a ordem dos produtos quando os fatores éramos nós.
Era edredon e a moto lá fora.—
Nessa Encruzilhada, choro Blues e flores perdidas.
Nessa noite-sem-verde-só-cinza, lembrança do pão quente com leite condensado e Ovo Maltine que nunca vou esquecer e possivelmente nunca vou experimentar.
“I wanna marry you” é o que toca na minha cabeça. Em um segundo: adeus velho mundo!
Em Setembro. God, juro que deveria ser outono para fazer sentido e caber nessa música que compusemos juntos!
“I never stayed anywhere
I´m the wind in the trees”
Alguém ao longe consola: “It´s times like these you learn to live again. It´s times like these you give and give again. It´s times like these you learn to love again
It´s times like these time and time again".
Aqui dentro, só meu pranto: “Would you wait for me forever” ou, pelo menos, até a próxima estação?
Escrito por Beatriz Galvão às 01h09
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Alguns dias de partos interrompidos. Volto semana que vem.
Escrito por Beatriz Galvão às 22h42
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Beatriz

Picasso, Pablo. A corrida, verão de 1922, Dinard. Guache sobre madeira compensada, 32,5 x 41,1 cm. Musée Picasso. (O quadro já foi publicado aqui, se não me engano, na primeira mensagem postada nesse blog. Volta, para não fugir à memória)
"Olha. Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz? Se ela dança no sétimo céu. Se ela acredita que é outro país. E se ela só decora o seu papel. E se eu pudesse entrar na sua vida.
Olha. Será que é de louça? Será que é de éter? Será que é loucura? Será que é cenário a casa da atriz? Se ela mora num arranha-céu. E se as paredes são feitas de gis. E se ela chora num quarto de hotel. E se eu pudesse entrar na sua vida.
Sim. Me leva para sempre Beatriz. Me ensina a não andar com os pés no chão. Para sempre é sempre por um triz. Diz quantos desastres tem na minha mão. Diz se é perigoso a gente ser feliz.
Olha. Será que é uma estrela? Será que é mentira? Será que é comédia? Será que é divina a vida da atriz? Se ela um dia despencar do céu. E se os pagantes exigirem bis. E se um arcanjo passar o chapéu. E se eu pudesse entrar na sua vida." -Chico Buarque de Holanda
Um novo blog no ar... http://umtriz.blogspot.com/ Esse, literatura e experimentos poéticos. Aquele, sabores e dissonâncias da vida. Ambos: terrenos íngremes, mas com trechos bastante agradáveis aos sentidos. Ou simplesmente tortuosos. Quem sabe?
Escrito por Beatriz Galvão às 23h15
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"Quando sinto uma necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas..." -Van Gogh
Fazia tempo que não as encontrava. E não é que permanecem no mesmo lugar... (Mas hoje, vou usar as pá-lavras para colher silêncios. Se a Sapucaí deixar)
Escrito por Beatriz Galvão às 08h02
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"Desculpa, digo, mas se eu não tocar em você agora vou perder toda a naturalidade, não conseguirei dizer mais nada, não tenho culpa, estou apenas sentindo sem controle, não me entenda mal, não me entenda bem, é só essa vontade quase simples de estender o braço para tocar você, faz tempo demais que estamos aqui parados conversando nesta janela, já dissemos tudo que pode ser dito entre duas pessoas que estão tentando se conhecer, tenho a sensação impressão ilusão de que nos compreendemos, agora só preciso estender o braço e, com a ponta dos meus dedos, tocar você, natural que seja assim: o toque, depois da compreensão que conseguimos, e agora". - Caio Fernando Abreu, in Anotações Sobre um Amor Urbano
e agora o toque. depois a ansiedade. então a dúvida. seguida do medo e da vontade de rejeição. alguma pontuação que precede os acontecimentos. a pausa que antevê a chegada do próximo movimento.
--Quando o beijo? Quando a boca molhada esperando por mais? Quantos telefonemas e e-mails ainda nos separam?--
"O que pode alguém fazer quando se está na casa dos trinta anos e, virando a esquina de repente, é tomado por um sentimento de absoluta felicidade - felicidade absoluta! - como se tivesse engolido um brilhante pedaço daquele sol da tardinha e ele estivesse queimando o peito, irradiando um pequeno chuveiro de chispas para dentro de cada partícula do corpo, para cada ponta de dedo?" Katherine Mansfield
Mas ainda me assaltam os vinte anos, essa esquina já virei há algum tempo e o sentimento que me toma é o da dúvida –absoluta precisão do caminho aberto e ainda não traçado! –como se o sol do meio-dia pudesse ser engolido aos poucos, como uma sobremesa enlatada que acabo de furtar do supermercado e ele apenas fosse capaz de me irradiar pequenas certezas absolutas que durarão o período de um dia. Nada mais.
Mas me desculpe, repito, o toque é absolutamente necessário pois, senão, como o depois e como a entrega se, como mulher, amo com toda a extensão de meu corpo? Como as dúvidas plenas de respostas anotadas e colhidas a cada sinal? E como afundar-me no abismo que, sim, não previne a queda, mas que tanto agrada aos olhos?
Tantas mortes me apressaram os olhos, me diminuíram os passos, me aguçaram os sentidos, me mudaram os rumos.
Tantas mortes me fazem querer te sentir mais uma vez, pela primeira vez. Sempre.
Escrito por Beatriz Galvão às 14h03
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O que me destempera são as vilanices da alma. E algum acordeom também. Quem dera tivesse o aroma do vento que chega do norte ou, então, as cores da sutileza do mar calmo nas profundezas. Mas sou basicamente ondas e maremotos que me obrigam a seguir um instinto que não tenho, mas que me é emprestado dia-a-dia assim, gratuitamente e nem sei por quem, ou por quê. Para o começo de um BigBang perfeito, dedico-me à explosão de cores e astros que há em mim.
Hoje mesmo não havia me dado conta das possibilidades de destruição e nascimento que carrego, algo além e mais forte que meu útero me apelou atenção maior que a dada pelos olhos, órbitas da alma, e pela primeira vez na vida eu soube de futuros acontecimentos. E já era a hora. Explodirei de ser, mas amanhã o dia me parece melhor para tal digestão.
Tinha muitas sandices para contar. E uma delas foi a seguinte:
Estava na beira do cais, no Porto de não-lembro-o-nome, quando chegou-me a velha que, num átimo de olhares, mudaria a vida para sempre. Falou das reviravoltas das ondas, de alguns acidentes do quotidiano, das impossibilidades de se pegar peixe naquele dia revoltoso e do cinza que cobria o azul daquele céu envergonhado. Não perceberia tão cedo que a velha lia minha alma a conta-gotas, e que as gotas não eram de orvalhos sinceros, mas lágrimas emudecidas pelo poder da risada.
(a risada é um sorriso sem sinceridade alguma, às vezes. E às vezes choramos).
E a velha foi-se embora para sempre, mas aquele dia não. Aquele dia é o vento que teima em soprar meus cabelos vez em sempre mudando de rumos todas as direções tomadas e emprestadas para darem sentido aos meus desejos.
--chocolates, meus pequenos sujos, ainda temperam a alma e a solidão de muitos sótãos abandonados ou em constante reforma. E ainda não sei para quê reformar algo se não acreditamos no final. O que te move, barata de minhas entranhas? Não quero comer-te para descobrir-te: essência às avessas do sexo. Freud explica? –
(Freud jamais me explicaria se pudesse me encontrar. E, sem jamais ter inventado a psicanálise para o conforto dos que pensam que sabem tudo, precisaria, ele mesmo, de ajuda psicanalítica.
Chatice: a sapiência do Tempo às vezes é óbvia demais. Por que o óbvio me incomoda tanto?).
Escrito por Beatriz Galvão às 13h05
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