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Difaneidades
E se a Vida, esse imenso redemoinho de sabores e desamores, for uma grande especulação de um Ente genial e perverso, criada a fim de testar nossa capacidade de improvisação?
Quantos de nós estariam aptos a se salvarem do exame final? E quantos de nós continuariam ousando acreditar que tudo dará certo algum dia?
(Minha Dor já se casou com a Loucura faz tempo e, dessa insana união, brotaram quarteirões inteiros, em cujas esquinas a Estupidez vem se instalar. Espero, sempre, que nunca de vez. E adianta reclamar? Dizem alguns sábios que o Amor é cego (eu não o vi, mas agora entendo tudo!), a Dor é muda e minha Loucura é histérica e surda. Acho que vou adiar os planos de viagem e me instalar nessa platéia repugnante que a tudo assiste e nada olha. Comerei pipocas e preciso urgentemente de uma caixa-socorro, Pandora. Socorro!)
Alguém aí se salva com Band-Aid?
Escrito por Beatriz Galvão às 04h38
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Já expliquei mais de mil vezes que não se deve acreditar sem duvidar do óbvio!
Escrito por Beatriz Galvão às 03h06
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"Fundos para Dias de Chuva"
Autor: Annita Costa Malufe
Buscar na Web "Annita Costa Malufe"
"Nos dias de chuva fina cabe ficar desfiando lembranças opacas dessas meio disformes com cara de anos trinta ficar divagando nas veias da madeira da velha escrivaninha do avô e pensando se o amor vai além de nomes números e essa longa espera insone"
(E tenho chovido muito ultimamente, segredado desertos dentro e fora de mim. A febre pesada do ar sufoca os movimentos e me alivio chovendo cutaneamente, mas as pupilas secaram e se dilataram faz tempo, apenas para ficarem a par de seus todos tolos movimentos. Não durmo. A despeito das águas, permaneço em mim. Seu nome, seu telefone. O Tempo... essa longa espera insone)
Categoria: Citação
Escrito por Beatriz Galvão às 02h39
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Do que permanece
Por motivos de praticidade e devido ao fato de que muitas pessoas estão tentando postar comentários em meus outros blogs sem sucesso, decidi uni-los em uma única publicação: a daqui. O Carótidas permanecerá jorrando literatura, mas também divulgará eventos artístico-literários relevantes em todo o território de língua portuguesa, pensamentos impertinentes e citações, entre outras muitas coisas que julgar (des)necessárias, não tanto para mudar alguma coisa mas, como diria minha Clarice Lispector, para me desabrochar.
(Notícias de eventos? Por favor, informe pelo e-mail: bee.galvao@uol.com.br)
Novas linhas, mas não vou matar o que foi.
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata." -Clarice Lispector
E ontem lhe exigi mais que a temporalidade possível das coisas e eternidades impossíveis de sentimentos que já se extinguiram, mas que foi bom reviver por momentos.
(por um momento, acreditei na plenitude e sei que a alcançamos juntos. por vários momentos me senti suja por cruzar a linha de chegada e voltar de mãos abanando. numa finitude lhe agradeço por não deixar sonhos escorrerem assim, de mãos tão vazias quanto as que ofereci para você agarrar, mas que agora estão livres e desenham novas estradas. de novo) -Postado no Por Um Triz em 05/02/2005
Algumas Humanidades
Catástrofes imprevistas e inadiáveis, acidentes após reencontros, perdas, lamentações e memórias seguidos de muito chocolate. 5 meses tumultuosos e vibrantes que, analisando hoje, percebo terem dado cores completamente inusitadas à minha vida. Ontem à noite, para completar meu quadro do mês, recebo um e-mail de uma querida amiga que me falava sobre a aceitação da própria humanidade. Como proposta de reconstrução que me foi dada pelas próprias circustâncias da vida -reconstrução interna, leia-se -aceito o desafio de me colorir humanamente. E "onde está o desafio", podem se perguntar os que me lêem, "se a aceitação parece-se tanto com algo pacifico"... Não! Digo que minha aceitação é ativa! Não requer perdão às manchas alheias e às minhas próprias, mas aceitação como parte visual de um todo que se reconstrói a cada minuto, a cada ato, a cada escolha de palavras dentre as tantas possíveis. Escolho minha humanidade por medo de perdê-la nas sombras da busca pela perfeição. Eis meu longo caminho pela frente. Eis o verdadeiro desafio. Mas a conformidade... bem, a conformidade ficará para um próximo post. -Postado no Algumas Humanidades em 15/02/2005
Escrito por Beatriz Galvão às 23h10
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O fim da Carta...
Querido Patrício me pediu, através de comentário sobre o post anterior, que publicasse a bendita da carta que rendeu a tal crônica... Vou contar, então, exatamente o que aconteceu.
Realmente escrevi a carta num de meus períodos de separação com meu (ex)namorado, e a encontrei no meio de um caderno de anotações alguns anos depois. Após escrever a crônica, separei a carta e a guardei em uma pasta, com a intenção de entregá-la algum dia ao seu destinatário, mas eis que o destino interferiu novamente e fez com que um outro namorado (posterior à época da crônica) a encontrasse no meio dessa pasta... Fácil prever o que aconteceu: uma crise de ciúme (mais que justificável) quase nos separou e, pasmem, tive de rasgá-la na frente dele, para que voltasse a acreditar em mim. Esse ato corajoso, porém insano, garantiu uma sobrevida ao meu namoro de duas semanas e meia!
Sim. O fim foi, realmente -como grande parte das coisas em minha vida -o das reticências... a não ser pelo fato de que posteriormente reatei várias vezes com o protagonista-quase-destinatário desta história, que não por acaso é o mesmo a quem dedico o poema "Sem querer: outono", postado dia 15/02/2005.
Mais uma vez, prendi um suspiro no peito, mas as letras justificam a pontuação mal-feita.
Escrito por Beatriz Galvão às 22h16
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Primeira Impressão
Primeira Impressão
(Mais um dos meus guardados... e achados)
A necessidade de ter uma primeira impressão em tudo é, às vezes, irrelevante. Árduo, porém, o trabalho de se levar essa primeira impressão adiante. Ser Humano(?) é, por vezes, complicado, mas tenta-se, de diversas formas diferentes, tantas as possibilidades que nos são ofertadas pela imaginação. Ainda não encontrei minha forma de ser completa, estou me inventando a cada dia e tenho a péssima mania de, ao contrário da maioria das pessoas, achar que hoje, sim, hoje sou infinitamente melhor que ontem. Penso isso embora não tenha certeza de nada. Agora mesmo, ao encontrar meu caderno de anotações (acessório cuja importância a um escritor é equivalente a um estojo de primeiros socorros para um socorrista, guardadas as devidas proporções) tive uma surpresa: em meu caderno de crônicas encontrei uma carta que certamente guardei sem querer no lugar certo –não sou muito organizada com o que escrevo – e a esqueci por muito tempo. Emocionei-me ao lê-la novamente, já que era para um ex- namorado meu. Isso, além de trazer-me inevitáveis recordações, fez-me pensar em diversas possibilidades de desfecho para minha história com ele, caso eu o tivesse entregado carta. Vejamos bem, era uma carta de não- tentativa- de- reconciliação- embora- fosse, de certa forma. É que eu o lembrava de nossos melhores momentos juntos, fazia com que os piores momentos parecessem o paraíso e negava que fazia tudo aquilo numa desesperada tentativa de reconciliação, embora fosse.
Ok. Aqui eu faço uma pausa para meditação. O ser Humano (com especial ênfase para o Ser- Humano- Feminino) é, realmente e sem sombra de dúvidas, um ser complicado.Tentar explicar sua complexidade interior é loucuramente árduo, embora divino, já que, se conseguirmos realizar tal tarefa provavelmente impossível, estaremos adentrando no espaço mágico do universo, um espaço divino que nos trará as chaves de soluções para os mais variados problemas. Por outro lado, também estaremos invadindo a privacidade de cada Ser, o que pode ser uma faca de dois gumes. Portanto, a impossibilidade de tornar-se conhecedor supremo neste campo do conhecimento pode ser extremamente positiva e fascinante, já que estimula a imaginação e a necessidade do diálogo (eu disse diálogo, não monólogo) para a tentativa –feliz ou infeliz –de entendimento entre os indivíduos que, mesmo sem se conhecerem plenamente, conhecem-se o suficiente para se amarem.
De volta à minha história inicial, eu poderia enumerar toda a série de possibilidades de desfecho para a minha história, mas isso seria um capítulo à parte de pura divagação e especulação –que, modéstia à parte, é o que eu sei fazer de melhor –porém e portanto, limito-me a dizer que, se fosse hoje, eu já teria entregado a bendita da carta, só para saber concretamente, o que teria acontecido. Ou não, pois o fato de não ter acontecido me leva –e tenho a certeza de que leva o prezado leitor também –a imaginar todas as posibilidades possíveis ou não...
Pensando melhor, foi bom não tê-la entregado. Qual o problema? Por que está bravo? Qual o problema de se mudar de opinião? Sabe, a necessidade de ter uma primeira impressão em tudo é, às vezes, irrelevante. Árduo, porém, o trabalho de se levar essa primeira impressão adiante.
Escrito por Beatriz Galvão às 16h34
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